Foi lançado no dia 11 de junho de 1999, pela fotojornalista, atriz e poeta Lucília Dowslley. O objetivo deste Movimento é divulgar a obra de artistas consagrados na literatura e na música - letrista, proporcionar espaço para novos autores e compositores,estimular e encorajar aqueles que nunca se apresentaram num sarau ou mesmo falaram num microfone em público e promover lançamento de livros ou cds, sem custo algum para o artista. umbrindeapoesia@gmail.com
Um Brinde à Poesia
sábado, 9 de fevereiro de 2008
sábado, 2 de fevereiro de 2008
POETAS DO UM BRINDE
Naldo Velho
NALDOVELHO
Tenho a mão pesada ao escrever poemas,
Abro, no papel, profundos sulcos, tipo, leito de um rio,
por onde navegam palavras, pensamentos, histórias,
coisas colhidas nas trilhas desta vida.
Não acaricio as palavras, espremo-as,
até ter delas seu sumo, seus significados.
Uso cores agressivas, por vezes exuberantes,
quando tento passar uma mensagem.
Quando falo de saudade prefiro o cinza,
nostalgia navega em branco e preto
e a revolta em águas barrentas, sempre!
Estou mais para a realidade, a vida me fez assim!
Tenho a mão pesada aos escrever poemas,
machuco o papel, até perceber que ali existe
sangue, suor, saliva, sentimento,
não sei escrever sem expor feridas.
Parir versos é remexer nas entranhas,
é cutucar cicatrizes, fazê-las ardidas,
só assim o poema sobrevive
e eu consigo exorcizar minha dor.

FABIO MALVEIRA
Sangue mistério da força
Fábio Malveira
Não fica nada que não seja luz
Nos campos abertos da união
Corre o vento
Da seis horas
Toca o sino
O galo canta
Colorindo a vida dos homens
O sol é testemunha
Da mais bela e linda canção
Eu com meu pouco troco
E o meu tão bem feito cigarro de paia
Não tenho cartom
Mesmo que também
Não faço muito não
Sou feliz assim
Me alegro da vida com
Feito sangue forte boiadeiro- grande irmão
Onde na campina
Puro ar de belo verde
Está mais meu coração
O sonho de jardim
Fábio Malveira
Fábio Malveira
Os pingos d´água refrescam o jardim
Ao lado do cheiro
Agradável de muitas flores
Há uma forte colméia
Dentro dela
Movem-se também
Toda a energia do perfeito trabalho
Alguém vem caminhando
Com passos agitados
E aproxima-se ao lado de
Cachos abertos de flores
Toca-osCheira-os suavemente
A fisionomia muda
Fica radiante
Uma paz começa a organizar
Sua razão e sentimentos
Serenamente olha o céu
Bem azul
Pois um dourado e rico brilho
De sol agora vem chegando
A pessoa lembra do Criador
Sorri pura como anjo
E ao céu faz com toda fé
Uma ardente prece
Que começa a despertar os passarinhos
Que cantam no jardim
Que não tem medida
Sem fim
sábado, 26 de janeiro de 2008
HOMENAGEM ELIS REGINA - COMO NOSSOS PAIS

Como Nossos Pais
Elis Regina
Composição: Belchior
Elis Regina
Composição: Belchior
Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos...
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...
Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...
Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina, na rua
É que se fez, o seu braço
O seu lábio e a sua voz...
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pr'o sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...
Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemosComo
Os Nossos Pais...
Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...
Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...
Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como Os Nossos Pais...

A maior cantora do Brasil "A coisa mais importante do mundo é a minha casa!”
(1945•1982)
A platéia gritou histérica quando Elis levantou e girou os braços ao redor de si mesma, como se fosse um helicóptero, enquanto cantava “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes. Era a primeira vez que aparecia para o grande público, no I Festival da TV Excelsior, em 1965, mas a julgar pelo comportamento da platéia, tudo levava a crer que ela fosse uma estrela consagrada. Apesar de ter apenas 20 anos, Elis Regina de Carvalho Costa era uma veterana, pois já cantava havia pelo menos seis anos. A gaúcha de Porto Alegre que começou a cantar nas rádios aos 14 anos, era chamada de Pimentinha por Vinícius de Moraes, e de Hélice, mas preferia o merecido apelido de “A Voz do Brasil”.
Considerada uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, nunca houve uma intérprete com tanto carisma. As interpretações apaixonadas, a enorme popularidade, o temperamento explosivo e a morte prematura, aos 36 anos, por overdose de cocaína e álcool, fizeram de Elis um mito. Sua relação com as drogas foi rápida e fulminante. Assim como sua carreira. Em pouco menos de 20 anos, gravou 31 discos com o melhor que a MPB já produziu. São clássicas na voz de Elis as gravações de “Como Nossos Pais”, de Belchior, “Travessia”, de Milton Nascimento, e “Águas de Março”, de Tom Jobim. A carreira internacional só não vingou porque a estrela não suportava ficar muito tempo longe do Brasil. No Olympia, em Paris, voltou ao palco seis vezes atendendo aos pedidos de bis da platéia. Com os dois maridos, os músicos Ronaldo Bôscoli e César Camargo Mariano, teve relacionamentos conturbados. Mas cuidou intensamente dos filhos – João Marcelo, do primeiro casamento, e Pedro e Maria Rita, do segundo – enquanto pôde. Amada e idolatrada, Elis deixou saudade. Sua morte repentina, em janeiro de 1982, chocou o Brasil. “Não tenho tempo para desfraldar outra bandeira que não seja a da compreensão, do encontro e do entendimento entre as pessoas”, disse Elis, poucos meses antes de sua morte.
EM FEVEREIRO TÊM MAIS BRINDES

PARTICIPEM!
JÁ ESTÁ CONFIRMADO!! DIA 22 DE FEVEREIRO ERGUEREMOS MAIS UM BRINDE À POESIA, NA TRIBO URBANA, A PARTIR DAS 19 HORAS.
INICIAREMOS COM A PROJEÇÃO DO DVD DA ELIS REGINA, PRESTANDO UMA HOMENAGEM SINGELA A ESTA GRANDE ESTRELA.
E, ÀS 20:30 SERÁ O SARAU COM A PRESENÇA DE CONVIDADOS ESPECIAIS DO CENÁRIO ARTÍSTICO.
A SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE!! A ENTRADA É FRANCA.
E SE VOCÊ GOSTA DE POESIA, ESCREVE, CANTA, TOCA, ATUA, DANÇA OU TEM ALGUM TRABALHO DE EXPRESSÃO ARTÍSTICA E QUER UM ESPAÇO, VENHA SE APRESENTAR.
ENTRE EM CONTATO OU SIMPLESMENTE VENHA ASSISTIR.
TUDO VALERÁ A PENA.
MAIS DETALHES DA PROGRAMAÇÃO EM BREVE.
PAZ! GRAÇAS A DEUS! BRILHA LUZ!
LUCÍLIA DOWSLLEY
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