Um Brinde à Poesia

Um Brinde à Poesia

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Um Brinde à Poesia Nit - Julho 2013 - MAC Niterói




Um Brinde à Poesia Movimento pela paz e liberdade de ser

Todo mês artistas se reúnem, compartilham sentimentos, afeto e arte.
O Movimento tem como principais objetivos divulgar a obra de artistas 
consagrados na literatura e na música – letrista, despertando cada vez mais o interesse 
pelos livros e letras de conteúdo, além de promover lançamento de livros ou cds, sem 
custo algum para o artista. A cada edição proporciona espaço para novos autores e 
compositores, estimulando e encorajando aqueles que nunca se apresentaram num sarau 
ou mesmo falaram num microfone em público.

Coordenação e apresentação: Lucília Dowslley

Celebrando o Dia do Amigo

Manifesto Poesia - Vamos protestar com versos apoiando as manifestações nas ruas e a transformação da triste realidade que oprime e esmaga o povo brasileiro. Este mês o microfone está aberto. Manifeste-se a favor de um país de igualdade, justiça, paz e liberdade de ser.

Homenagem: Poetas do Rock

Participação Musical:  Marlus Netto

Lançamento do Livro "Olho Nu" do poeta David Cohen

Poetisa convidada: Marcia Mendes

Literatura de Cordel: Edmilson Santini

Momento Diverso: Participe com um poema ou uma música (microfone aberto)
(inscreva-se nesta página:  https://www.facebook.com/events/291389744331274/ 

Entrada: Um quilo de alimento não perecível para Abrigo Adonai

Produção Geral: Lucília Dowslley
Contato: 85408285 (OI)


POEIRA NA ESTRADA - 12.06.2012

É a morte em vida adeus sem som aceno olhar
que me fere e eu ainda faria amor mais uma vez
a última vez sem hesitar até extasiar

É esta instabilidade a sensação de mãos atadas
a impotência no controle na transformação
dos acontecimentos que nos envolvem...

Não, ninguém possui nada, pura ilusão
Sei, não sou o único a sentir assim
apenas mais um na multidão e então
quando me dissolvo a cada eco de eus sorrindo olhar
nitidamente percebo
 mais uma trilha a me aventurar

Sigo só, eu e minha moto
sou o sol rasgando a estrada entre montanhas
longe ainda olho para trás
saudade de você em mim
parece que isso não tem distancia
muito menos um fim

As asas partidas sangram mapeiam o que fui
alguma parte em seu peito ficou grudada
versos libertos voo dos corpos amantes
solto e frívolo na sua voz eu te amo fragilizou-se
numa brincadeira comum dizer sem sentir
sabia eu ser o seu gosto seu gozo mentir

Não importa, quem sabe, apenas se você...
deixa pra lá, sigo só, eu e minha moto
achei ser o sol, mas não, eu sou apenas 
um de seus raios poesia
veloz por tempo e espaço
explodindo poeira na estrada.




Saudades  

Saudades?
Muitas.. Todas..
Sempre suas.
Dos poucos momentos, a espera..
Que são raros e únicos quando a sós ficamos.

Mesmo frente à demora em que vamos..
Guardo no peito e na alma, o seu gosto..

O seu cheiro que aflora..
Só por lembrar da hora.. Em que vou te ver de novo.


Voo de Passarinho 

Primeiro, sugeriu o caminho..
De amor, extremo tangível carinho..

Do calor, da doce saudade..
O esperar pela tarde, ou até a eternidade, quando podia te ter.

Logo, ofereci minha alma..
A minha verdade não calma..
A minha vontade tão nua..
Como um voo de passarinho.

Depois, ensinastes o medo..
Despiu minha arte indefesa..
Tocou meu corpo em maldade..
Sem saber que era segredo.

Assim, proponho a ternura..
Mesmo sangrando o peito..
Pois sei que me é de direito..
Sofrer o amor em loucura.

Rogo que venham-me as lágrimas..
Peço que sejas feliz..
Mas buscarei incansavelmente, interminavelmente..
O meu "hoje e sempre", que sempre quis.

        VIVER É SENTIR 

Se quando eu te olho.. eu te vejo.. eu te sinto..
Cabelos, seus olhos e cor.
Os seus lábios rosados?  desejo.. Não minto..
Viver é sentir o sumo do amor.

Mas a ti?
À quem?
À que?
Porque devo sentir?

Por mim, o mundo eu quero saltar.
O que devo pedir?
Por que devo falar?

Seduziu.. Brincou.. Chorou.. Amou..
Traiu.

Disso tudo eu sinto.. f l o r es!!

Eu quero dois ou mais amores..
E contigo eu fico mudo.. no meu mundo de temores.
Pois eu vivo... Eu penso..
EU  SOU SENTIR.









POESIA A OLHO NU

A poesia de  David Cohen não tem salto alto, pode ler que não machuca
o pé. Ele nos abre o seu inventário de perdas. Tira versos de
corredores, portas abertas de geladeiras e sintecos envelhecidos, tudo
é passível e plausível à sua lira, nada escapa à sua percepção.  A
matéria prima são as  vozes vindas de dentro: fragmentos de lembranças
de avós. Namoradas que perderam a paciência.  Meninas e meninos amigos de infância. Baliza de futebol feita com sandálias, numa rua que mudou de nome e talvez nem exista mais. Vedada qualquer chance de recorrer às nostalgias, passar certidão de estar certo em todas as incertezas. David Cohen é poeta em contato com o chão, plantado num aqui e agora que é também passado e futuro. O menino antigo hoje brinca com as palavras, faz da poesia a sua casa de árvore, seu refúgio. Escreve com extrema leveza e simplicidade , hábil em ordenhar o leite das próprias
sensações. São versos despidos de  aparatos,  rococós ou rebuscamentos. Poesia nua a olho nu.


VONTADE

Quero amordaçar teus olhos
Engarrafar teu gênio
Petrificar teu riso
Como se fosse preciso
Emoldurar teu ontem
Para pendurar na minha sala.

Quero defenestrá-la
Da minha boca sem palavras
E amputar teu medo
Como se fosse parte
Da arte que desenhamos
Na parede da nossa casa.

Quero ser cova rasa
Para engolir teu corpo

Antes que me vire a cara.


A CASA DELA

Na casa em que ela mora
É preciso tirar os sapatos
Revelar as cicatrizes
E colocar a língua para fora.
Não se pode fazer barulho
Os dentes são abotoados
E o sorriso se pendura atrás da porta.

Na casa em que ela mora
Só se aceitam passos medidos
Os espelhos são pela metade
E as janelas são porta-retratos.
Os personagens se sentam à mesa
Os livros despencam suicidas
E os tapetes repousam em gaiolas.

Na casa em que ela mora
Eu nunca passei do batente.

SOZINHO


Sozinho
Eu sou imenso
Imerso
Eu sobro de mim
E me farto
Eu sou abstinência
De razão
Sozinho
Eu sou sem motivo
Sou vago, impreciso
Eu sou superfície
Intangível
Sozinho
Eu sou anti-horário
Negativo
Silenciosamente perecível
Sozinho
Eu sou árido
Indizível
Sou a pausa do plausível
Inverossímil
Sozinho
Eu sou ausência
Sou o vácuo, a vacância
A inconstante continência
Do possível
Sozinho
Eu sou o intervalo
Entre a poça, o rio
E o vazio
Sozinho
Eu simplesmente não sou.


OBRIGADO

Obrigado por cortar meus pulsos
Rasgar meus documentos
E me colocar para fora de casa.

Foi um prazer.

Obrigado por trocar meu nome
Arrombar o meu armário
E levantar toda poeira.

Sou grato por cada silêncio pungente
Cada retrato não feito
Por cada lembrança esquecida.

Foi preciso.

Obrigado por esvaziar os corredores
Obrigado por deixar a luz acesa
Obrigado por perder meus comprimidos.

Obrigado por nunca ter cruzado comigo

Dentro de nós dois. 

                                EPIFANIA

Sol da manhã
Passarada parada
Barulho de urbanidade
Uma orquestra de bocejos
A espreguiçadeira sonolenta
E a lenta expressão do pernoite
Acordo
Sou digerido pelo despertador
Tento lembrar do último sonho
Mas a realidade freme, frenética...
O bule dá baforadas oníricas
A mesa posta desde o jantar
Conserva seu jeito de eterno ontem
Tenho os olhos no teto
Meu rosto banha todo o quarto
Estático, estético

                               Faço menção de um movimento

E solidamente permaneço...
Sol de manhã
No batente do homem e da janela
A claridade se dissolve
O dia avança espasmódico
Um rapaz caminha na passarela
Desenhando em seus passos de hipérbole
A parábola da vida.

[






MENINO-SENHOR


Teu corpo irresistível,

Sempre me surpreende.

Trazes o amor denso,

Às vezes, tenso,

Contudo, é sempre o amor,

Que tu me trazes.

E me ensinas que

Amar é também calar-se

Pois que do amor

Importa menos a letra,

Que o ato.

De mim, despregastes sentimentos,

Aglutinastes emoções,

Empilhastes gozos...

Sem medo e sem perceber

Estou te amando, com certeza.

Chamas-me deusa,

Dizes-me bela,

Trazes-me a orquídea rara,

Entrelaças minhas mãos nas tuas,

Convida-me a parar e ver,

O pôr do sol da tua janela,

A estrela mais brilhante,

E o reflexo da Lua no mar.

Eu menino-senhor,

Vejo na prata dos teus cabelos,

O meu amor que por ti é tanto,

Que nem a mim

Conto este segredo.


SONHEI-TE


Sonhei-te assim:

Andarilho das estrelas,

Catador de letras,

Amante voraz,

Expectativa e segredo.

Enquanto a noite brusca se prepara,

Embarco em meus sentidos

E aos sons do teu desejo,

Explícito e insistente,

Pressinto a flor do deserto.

Não há lucidez, sinto,

O signo é de encantamento e magia.

Inundado de anseios,

Tu me percorres

Com a delicadeza exata

Das águas do rio margeando pedras;

Com a destreza dos raios de sol aquecendo a flor;

Com a beleza da estrela cadente diamantando o céu.

Até que, no momento preciso da lua, tu semeias a terra úmida de amor.

Enredada como inseto

Em planta carnívora

Não escapo.

Nem tento,

Não quero.

Entrego-me ao abismo da paixão

Como quem toma o mel

Pela primeira vez.

Narcotizada por teu aroma,

Faço-me prisioneira de tua teia.

E, em absoluta mudez, profetizo:

Serei a terra do teu sentimento

Engolirei teu amor,

Gota a gota,

Mansamente,

Até estancar-me o sangue

E cessar a dor.


MEUS ECOS


Apaixonada.

Ré confessa e juíza.

Contudo não me culpo,

Nesse enredo carrego bandeira.

Gosto do palco mudo dos corações,

Das cortinas do desejo intenso,

Das pistas da tua pele,

Dos ecos dos teus beijos.

O amor me perpetua,

Me imobiliza, me vence.

Nem o olhar duro

Que a ele de início faço,

Tão falso que me engana o peito,

Ao olho não convence!

Cai derrotado,

Faz-se lânguido, vencido.

No corpo,

Linguagem de sedução,

Desejo e poder.

Ao amor entrego o olho, o corpo,

O peito, a alma,

Irremediavelmente enredada,

Sem disfarces...

Esse estranho hábito

Não tem cura.

Indícios dos meus ecos,

Sonho, mistério e magia.



LAGO DO DESEJO


Distancio-me.

Coloco meu olhar no teu.

Com a sensação de ver-te,

(Com meus olhos)

Vejo-me

(Em teus olhos)

E amo-te, comovida,

Mesmo que morta.

Como aquelas folhas

Caídas naquele outono

Vivo em nossas memórias.

Quando o amor é sonho,

Sonhamos confundidos.

Foi para ti,

Que à moda antiga,

Me despi de roupas e malhas,

De corpo e de alma,

De nomes e títulos.

E me falaste frases poucas,

Loucas e santas...

E me tomastes em teus braços,

Eu, imerecida e meu cansaço,

Logo, voluntariamente, abandonado.

Era assim lago do desejo,

Até a morte do dia.

Quando a paisagem mostrava

A revoada dos pássaros,

No céu avermelhado.

E o sonho-encantamento

Risonho, sentido, gozado,

Mantinha-se na noite

Como a lua no céu,

Serena e muda,

Consciente da ilusão

De amar-te.


QUERERES


Quero um punhado de vida,

Um dilema alado de ternura,

Uma porção que me acorde,

Um quinhão que eu molde.

Quero sopro de mares distantes,

Sorrisos que rendam meu rosto,

Aromas que aqueçam minh'alma,

Gorjeios ardidos de amor.

Quero ventre prenhe de desejos,

Cactos sem espinhos,

Ventos que sussurrem encantos

Água de nascente que me mate a dor.

Prometo!

E para que deus me atenda,

Perfumo as águas para que Iemanjá me ouça,

Danço entre árvores para a deusa das florestas,

Convoco legião de anjos que aspirem meus quereres.

E eu, abrigada em versos deslizantes

Deito-me sobre as palavras,

Travesseiro incerto de ilusões.

Respiro as frescas manhãs outonais

E vôo no tempo que me enrodilha o canto.


REZO TE AMANDO


A andorinha do verão

Empoleirada no ar da paixão.

Voa evocando sonhos,

Segura...

Pousa na varanda

Onde dedilho beijo por beijo,

Os tantos que me dera.

As orquídeas lilases,

O sopro do vento,

A voz do mar,

E o suspiro das nuvens,

Me põem em teus braços.

Sondo a vida contigo.

Com medo de perdê-lo,

Lacro meu envelope.

E antes que seja tarde,

Ponho minha mão dentro da tua.

Rezo te amando.
 






************

Acreditem, eu nasci 
há dez mil anos atrás.
Acreditem, eu previ
o romance de GUERRA E PAZ.

Eu vi Deus, na Galiléia,
fazer Jesus padecer
na cruz, pra toda plateia
do mundo inteiro saber
que não era má ideia
salvar o mundo ao morrer.

Acreditem, vi Maria
Bonita, vi Lampião,
fazendo coro à cantoria
da cultura, no Sertão.

No fim da linha, Corisco,
eu vi cruzar a fronteira;
Seu olha: trovão arisco.
Vi Dadá, mulher guerreira,
com um facão fazer um risco,
cantando Mulher Rendeira.

Eu vi Dom sebastião,
era Mendes Maciel,
Conselheiro em procissão,
benzendo o povo fiel...
Fechando o corpo pra guerra,
em defesa de uma Terra
onde jorra leite e mel.

Acreditem, vi Domingos...
Vi Domingos Calabar,
num elogio à traição,
vendo o Brasil começar.

No princípio eu vi também
o machismo divinal
fazer a maça do Bem
virar símbolo do Mal.
E Deus, perdendo o juízo,
condenar o paraíso
ao sem-juízo-final.

Seduzindo Terra e Céus,
vi princesa Salomé
cobrir com seus Seta Véus
a careca de Tomé,
homem descrente que só.
Fez uma expressão de: - Ó!
depois de tomar um rabo
de galo e ver o Diabo
dentro do Livro de Jó.

Acreditem, numa esquina,
vi puxar versos há pouco,
na Cidade de Campina
Grande, as Ceguinha do Coco.

Cego Aderaldo eu ouvi
pelejar com Zé Limeira;
assombrando o mundo eu vi
Inácio da Catingueira,
negro escravo incomum.
Como os três vi mais nenhum
cantador cantar tão bem.
Num refrão, dizendo: - Amém!
vi Zé Pretim do Tucum.

Dada a minha natureza
de cego itinerante,
eu já me vi bem diante
do Profeta Gentileza:
Santo-Maluco-Beleza,
andarilho visionário.
Num círculo imaginário,
criando asa ao seu lado,
eu vi outro iluminado:
Anjo-Bispo-do-Rosário.

Tudo que eu tenho dito
que vi, eu vi, não invento;
dito isso, acredito
até em Moinhos de Vento.

Portanto, eu vi Camões,
com olhar de Dom Quixote,
navegar grandes visões,
criando, assim, novo mote
pras velhas navegações.
Navegações eu previ.
Marés que sobem, desci
ao Inferno de Dantes, mas...
chega, ou não paro mais
de ver, e nem tudo eu vi.


**************


Maré cheia de histórias,
é preciso nagevar;
Navegar nossas memórias:
boa história contar.

Do mar à ponta de areia,
no meio do cais uma doca,
o pensamento passeia,
nossa rima se desloca
no verso de Lua-Cheia:
Viva a noite carioca!

Maré cheia de histórias...

Da noite pro outro dia,
que há dias já passou,
num canto uma voz dizia:
- Maré do tempo virou!
Virou mar de calmaria...
Calma! a história começou.

Comaça sempre num ponto,
Reino do mundo de lá,
Contada domo num conto,
rimando de lá pra cá.
No conto dou um desocnto:
Conto da Praça Mauá.

Maré cheia de histórias...

Da Mauá pro tempo antigo,
dou voltas à narração...
Do tempo antigo prossigo,
com versos de precisão:
costurando em bom caderno,
folhas dotempo moderno,
soltas na imaginação...

Imaginem a Velha Arca;
Velha Arca de Noé!
Com a missão que ela arca,
salva até bicho-de-pé.
Em quarenta dias marca
lendas de Bicho e Maré.

Maré de rima e levada:
Leva Galinha D"angola,
leva Pato, Pata amada,
leva Peru, Tatu-Bola;
leva Urubu, Gavião...
Carcará, nesta versão,
voa, maré desenrola...

Deenrolando, ancora
à beira-mar, no pier
da Mauá. Praça de agora;
pronta para quem quiser
contar maré de histórias,
de pelejas e vitórias,
pro desafio que vier...

Continue, quem puder...


********


Código: 06

REI DE ÁFRICA E BRASIL

O fazendeiro, mui fascinado.
Também afeito à maldade,
responde:"Está fechado.
Foi bem paga a liberdade".

Chico Rei, que virou lenda
e reina la nas altura,
cá em baixo nos defenda
da fome, ódio e desventuras.



* * *

DIA DO AMIGO
20 DE Julho

O dia 20 de julho é a data internacional do Dia do Amigo, comemorado especialmente no Brasil, Argentina e Uruguai. A data foi criada na Argentina e pretendia comemorar a chegada do homem à Lua, um evento que significava, para quem o criou (o argentino Enrique Ernesto Febbraro), que a união pode ultrapassar qualquer obstáculo.
Para além dessas duas datas, existe ainda o Dia Internacional da Amizade, criado pelas Nações Unidas em 2011, convidando todos os países a comemorarem a efeméride no dia 30 de julho de cada ano. (Fonte: http://www.calendarr.com/brasil/dia-do-amigo/)











Procura-Se Um Amigo, Vinicius De Moraes  

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.



BONS AMIGOS (vulgo)

Título: Benditos

por Isabel Machado


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.

Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.

Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.

Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.

Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.

Porque amigo sofre e chora.

Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.

Porque amigo é a direção.

Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.

Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.

Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,

Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!





                                                                                 
               Loucos e Santos - Oscar Wilde

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que 'normalidade' é uma ilusão imbecil e estéril.

                                               

13 de julho - Dia Internacional do Rock!


Mas porque 13 de julho? Foi no dia 13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior show de rock da Terra, o Live Aid - uma perfeita combinação de artistas lendários da história da pop music e do rock mundial.
O Live Aid conseguiu em 16 horas de show acumular cerca de 100 milhões de dólares, totalmente destinados ao povo faminto e miserável da África. Isso é a cara do ROCK AND ROLL!

                                                                    ATITUDE!!


POETAS DO ROCK




Ovelha negra

Rita Lee

Levava uma vida sossegada

Gostava de sombra
E água fresca

Meu Deus!

Quanto tempo eu passei

Sem saber!

Uh! Uh!...

Foi quando meu pai

Me disse:
"Filha, você é a Ovelha Negra

Da família"

Agora é hora de você assumir

Uh! Uh! E sumir!...

Baby Baby

Não adianta chamar
Quando alguém está perdido

Procurando se encontrar

Baby Baby

Não vale a pena esperar

Oh! Não!

Tire isso da cabeça

Ponha o resto no lugar

Ah! Ah! Ah! Ah!

Tchu! Tchu! Tchu! Tchu!

Não!

Oh! Oh! Ah!

Tchu! Tchu! Ah! Ah!...
Levava uma vida sossegada

Gostava de sombra
E água fresca

Meu Deus!

Quanto tempo eu passei

Sem saber!

Han!! Han!...

Foi quando meu pai

Me disse:
"Filha, você é a Ovelha Negra

Da família"

Agora é hora de você assumir

Uh! Uh! E sumir!...

Baby Baby

Não adianta chamar
Quando alguém está perdido

Procurando se encontrar

Baby Baby

Não vale a pena esperar

Oh! Não!

Tire isso da cabeça

Ponha o resto no lugar

Ah! Ah! Ah! Ah!

Tchu! Tchu! Tchu! Tchu!

Não!

(Ovelha Negra da Família!)

Tchu! Tchu! Tchu!
Não! Vai sumir!...




QUE PAÍS É ESTE


Nas favelas e no senado
Sujeira prá todo lado
Ninguém respeita
A constituição
Mas todos acreditam
No futuro da nação...
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Na Amazônia
E no Araguaia ia, ia
Na baixada fluminense
No Mato grosso
E nas Gerais
E no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso
Mas o sangue anda solto
Manchando os papeis
Documentos fiéis
Ao descanso do patrão...
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendemos todas as almas
Dos nossos índios um leilão...
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?...(2x)


IDEOLOGIA

C

a

z

u

z

a


Meu partido
É um coração partido
E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato
Que eu nem acredito
Ah! eu nem acredito...
Que aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do "Grand Monde"...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma pra viver
Ideologia!
Eu quero uma pra viver...
O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs
Não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar
A conta do analista
Pra nunca mais
Ter que saber
Quem eu sou
Ah! saber quem eu sou..
Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma pra viver
Ideologia!
Pra viver...
Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma pra viver
Ideologia!
Eu quero uma pra viver..
Ideologia!
Pra viver
Ideologia!
Eu quero uma pra viver...






Stairway To Heaven



Escadaria Para O Paraíso


Há uma senhora que tem certeza de que tudo o que reluz é ouro
E ela está comprando a escada para o céu
Quando ela chega lá ela sabe se as lojas estiverem todas fechadas
Com uma palavra ela consegue o que veio buscar


E ela está comprando a escadaria para o paraíso


Há um aviso na parede, mas ela quer ter certeza
Porque você sabe, às vezes as palavras têm duplo sentido
Em uma árvore a beira do riacho há um rouxinol que canta
Às vezes todos os nossos pensamentos estão vazios


Oh, isso me faz pensar
Oh, isso me faz pensar


Há algo que sinto quando olho para o oeste
E meu espírito chora por liberdade
Em meus pensamentos eu vejo anéis de fumaça atravessando as árvores
E as vozes daqueles que observam


Oh, isso me faz pensar
Oh, isso me faz pensar


E é sussurrado que logo, se todos entoarmos a canção
Então o flautista nos levará à razão
E um novo dia nascerá para aqueles que chegaram lá
E a floresta irá ecoar com gargalhadas


Se ouvir barulho em seus arbustos, não se assuste
É só uma limpeza do inverno para a chegada da primavera
Sim, há dois caminhos que você pode seguir, mas na longacaminhada
Ainda há tempo de mudar o caminho que você segue


Oh,e isso me faz pensar


Sua cabeça lateja e não para nunca
Caso você não saiba, o flautista está te chamando para se juntar a ele
Querida moça, você ouve o vento que sopra?
E você sabia que sua escadaria repousa no vento sussurrante?


E conforme seguimos por essa estrada
Com nossas sombras mais altas que nossas almas, lá caminha uma moça que todos conhecemos
Que tem um brilho branco e quer mostrar
Como tudo ainda vira ouro, e se você ouvir com muita atenção


A canção finalmente chegará até você
Quando todos são um e um é o todo, yeah
Pra ser agitado e não rolar
E ela esta comprando a escadaria para o paraíso



All of my love (Led Zeppelin)

(Todo Meu Amor)

Deveria eu me perder do amor, meu fogo na luz?
Para perseguir uma pena ao vento
Pela intensidade que costura um manto de delicias

Deixando um fio que não tem fim

Por tantas horas e dias que passam tão rápido
As marés fizeram a chama diminuir
Por fim o braço está estendido, a mão no tear
Será isso o fim ou apenas o começo?

De todo o meu amor, de todo meu amor
Oh, de todo o meu amor
De todo meu amor, todo meu amor
Oh, de todo meu amor para você, agora

A taça está erguida, o brinde está feito mais uma vez
Uma voz é clara acima do barulho
Orgulhoso ariano, uma palavra, minha vontade de apoiar
Para mim, o tecido mais uma vez a girar

De todo meu amor, todo meu amor
Oh de todo meu amor para você, agora
De todo meu amor, de todo meu amor
Sim, de todo meu amor para você, criança

Seu é o tecido, minha é a mão que costura o tempo
Dele é a força que repousa por dentro
Nosso é o fogo, todo o calor que podemos encontrar
Ele é uma pena no vento

De todo meu amor, de todo meu amor
Oh, de todo meu amor para você, agora

De todo meu amor, de todo meu amor, sim
De todo meu amor para você, agora
De todo meu amor, de todo meu amor
De todo meu amor, amor, amor

E fico um tanto solitário, apenas permaneço de pé
Apenas permaneço de pé
Apenas permaneço em pé sozinho
Só fico um pouco solitário



Homem Simples

Mamãe me disse quando eu era jovem
Venha sentar-se ao meu lado, meu único filho,
E escute com atenção o que eu digo.
E se você o fizer isto irá lhe ajudar em algum belo dia.


Não tenha pressa... Não viva rápido demais
Dificuldades virão e passarão.
Encontre uma mulher e encontrará amor,
E não esqueça filho, há Alguém lá em cima.


E seja um tipo simples de homem.
Seja algo que você ame e entenda.
Seja um tipo simples de homem.
Você não fará isso por mim, filho?
Se puder?


Esqueça seu desejo pelo ouro do homem rico
Tudo aquilo que você precisa está em sua alma,
E você pode fazer isto se você tentar.
Tudo aquilo que eu quero para você meu filho,
É que esteja satisfeito.


E seja um tipo simples de homem.
Seja algo que você ame e entenda.
Seja um tipo simples de homem.
Você não quer fazer isso por mim filho,
Se puder você puder?


Menino, não se preocupe... Você se encontrará.
Siga seu coração e nada mais.
E você pode fazer isto se tentar.
Tudo que eu quero para você meu filho,
É que esteja satisfeito.


E seja um tipo simples de homem.
Seja algo que você ame e entenda.
Seja um tipo simples de homem.
Você não quer fazer isso por mim filho,
Se puder?


Querido, seja um homem simples.
Seja algo que você ame e entenda.
Querido, seja um homem simples.












terça-feira, 4 de junho de 2013

Um Brinde à Poesia Celebra 14 Anos, no Dia dos Namorados


De quinze em quinze dias admiradores e artistas se reúnem, 
compartilham sentimentos, afeto e arte, além de fazerem um brinde na prática.
São fortes emoções que traçam esta marcante história deste Movimento que já se consagrou na Cidade de Niterói e no ano passado atravessou a ponte e fez sua estreia no Rio, inclusive recebendo em uma de suas edições o renomado poeta Ferreira Gullar!

“Um instante para a alma se abrir nos dias de hoje e celebrar a paz” – Diz Lucília
“E tudo começou com um sonho que tive, no dia 10 de maio, dois dias antes do meu aniversário. Fui em busca da realização e no dia 11 de junho de 1999, lancei, ao lado da atriz Carla Soares Faria, a primeira edição e não parei mais. Em junho completará 14 anos. E, hoje com a aproximação do meu aniversário, mais do que nunca, sei que não há outra maneira de viver sem a poesia no meu ser.”

O objetivo deste Movimento é divulgar a obra de artistas consagrados na literatura e na música - letrista, proporcionar espaço para novos autores e compositores, estimular e encorajar aqueles que nunca se apresentaram num sarau ou mesmo falaram num microfone em público e promover lançamento de livros ou cds, sem custo algum para o artista.



UM SONHO

UM POUCO SOBRE NOSSA HISTÓRIA...

___Um Brinde à Poesia, surgiu no despertar de um sonho, na manhã de 10 de maio (dois dias para o meu aniversário), quando me veio à mente o nome do projeto, ideia, foto símbolo – do Anjo, data de lançamento, patronos e homenagens. No dia 11 de junho de 1999, Um Brinde, foi lançado, no Bar Academia de Niterói. Consegui apoios para a publicação de mil livretos, 20 dias antes do lançamento e produzi tudo que foi necessário. Junto com a amiga e atriz Carla Soares Faria, apresentei poemas de Fernando Pessoa e Vinícius de Moraes e do meu projeto multimídia Flashes & Folhas, que trata da realidade social, com exposição de fotos e projeção de slides. Passamos por dificuldades, pouco público, muitas conquistas e realizações. Temos muitas histórias para contar. E tudo tem valido a pena, fazendo bom uso das palavras do poeta patrono do nosso movimento: “Tudo vale a pena / quando a alma não é pequena”. Foi uma conquista e uma comprovação, de que não importa as circunstâncias, devemos sempre acreditar em nossos sonhos e principalmente quando se fala em poesia; esta arte de público tão restrito. Mas, hoje me surpreendo e fico feliz. Um Brinde tem recebido mensalmente uma média de 50 a 80 pessoas. É a confirmação de que há público e não só isso, de que entre as mais variadas pessoas, existe dentro delas um poeta escondido, que tendo espaço e estímulo, se encoraja, tira uma folha do bolso e se apresenta. O melhor de tudo e que me gratifica é que a pessoa fica viciada em falar poesia. Eu sou uma, mas o meu caminho de abertura foi o teatro (talvez o de preparação), até criar o Um Brinde e ter esse grande privilégio de ter um evento mensal, na cidade que nasci e amo.  Por isso, pela própria poesia em cada um de nós, temos milhões de motivos para fazer Um Brinde e celebrar.
No ano de 2000, o Um Brinde à Poesia viajou para o Paraguai participando do Festival Pela Paz e União dos Povos. Este é um encontro que consiste em palestras, passeatas, apresentação de poesia, música, teatro e dança, tratando da temática socioeconômica mundial, com representantes de vários países. Um Brinde à Poesia representou o Rio de Janeiro/Brasil. Apresentei ensaio fotográfico tirado, nas ruas da Cidade De Leste retratando a realidade social, e fotos do Rio e Nova York. Além de apresentação teatral de poemas feitos para as fotos, com interpretação teatral e workshop.

Atualmente, o Um Brinde à Poesia acontece no Mac Niterói. Em março completou dois anos, com edições mensais.  E, estreou no Rio, em 2012, tendo recebido o escritor Ferreira Gullar, na oitava edição, na livraria do café, no Shopping da Gávea.





segunda-feira, 29 de abril de 2013

Edição Especial Um Ano de Carmim de Lucília Dowslley, no MAC NIterói








Edição Especial Um Ano de Carmim de Lucília Dowslley, no MAC NIterói

De quinze em quinze dias admiradores e artistas se reúnem, 
compartilham sentimentos, afeto e arte, além de fazerem um brinde na prática.

São fortes emoções que traçam esta marcante história deste Movimento que já se consagrou na Cidade de Niterói e no ano passado atravessou a ponte e fez sua estreia no Rio, inclusive recebendo em uma de suas edições o renomado poeta Ferreira Gullar!

“Um instante para a alma se abrir nos dias de hoje e celebrar a paz” – Diz Lucília
“E tudo começou com um sonho que tive, no dia 10 de maio, dois dias antes do meu aniversário. Fui em busca da realização e no dia 11 de junho de 1999, lancei, ao lado da atriz Carla Soares Faria, a primeira edição e não parei mais. Em junho completará 14 anos. E, hoje com a aproximação do meu aniversário, mais do que nunca, sei que não há outra maneira de viver sem a poesia no meu ser.”

O objetivo deste Movimento é divulgar a obra de artistas consagrados na literatura e na música - letrista, proporcionar espaço para novos autores e compositores, estimular e encorajar aqueles que nunca se apresentaram num sarau ou mesmo falaram num microfone em público e promover lançamento de livros ou cds, sem custo algum para o artista.

No dia 8 de maio, o livro CARMIM, Editora Nitpress , comemora um ano que foi lançado na Sala Carlos Couto, no Teatro Municipal de Niterói. Será um especial, contando com várias participações e apresentação da própria autora.
Acompanhada do músico e poeta Marlus Netto e do ator e músico Lucas Novaes. Lucília Dowslley apresentará poesias do seu segundo livro Carmim, com projeção do ensaio fotográfico feito especialmente para o projeto e a participação da dançarina Jammy Said Lua Morena. Também acontecerá a leitura de poemas do livro por poetas que participam das edições mensais como Márcia Mendes, Cristina Lebre, Uly Riber, entre outros. Ainda terá microfone aberto, com inscrição na hora ou na página do facebook
https://www.facebook.com/events/120265651506596/, no Momento Diversos. Participe com um poema ou uma música.

Especial Carmim (poesia - fotografia - música) de Lucília Dowslley

Microfone Aberto: Momento Diversos

Assistente de Produção: Teresa C. R. Dowsley e Cristhina Ramos
MAC Niterói (auditório)
Dia 8 de Maio, das 18:30 às 22:00
Entrada um quilo de alimento não perecível para o Abrigo Adonai
O livro Carmim será vendido a R$ 20,00, Editora Nitpress

Próxima edição no MAC Niterói, será no dia 12 de Junho, aniversário de 14 anos do Um Brinde à Poesia (11).
Contatos: Lucília 82229865 TIM






_SE QUERES TANTO SABER SOBRE A GRANDE ALMA DO MUNDO, MERGULHAS FUNDO LÁ NA ESCURIDÃO DO TEU PRÓPRIO SER. TUDO ESTÁ GUARDADO E PODE SER REVELADO. LEVE JUNTO CONFIANÇA E FÉ REDOBRADA. AFETO, COMPAIXÃO E PERDÃO DOSADOS PARA TI E PARA TODOS AO TEU REDOR. HÁ TEMPO E REMÉDIO PARA CURAR A GRANDE ALMA DO MUNDO.

CARMIM
Lucília Dowslley
(texto escrito em 2005 - fotos de 2005/2011, Niterói/Rio/NY)

ALGO ESTRANHO ALGO TALVEZ PERIGOSO ALGO SEMELHANTE
MAS QUE DESCONHEÇO ESTÁ SE APROXIMANDO
E SE EU DISSER QUE TENHO MEDO
SE EU AJOELHAR CONFESSO RÉU
DE OLHOS FECHADOS ACREDITANDO TOCAR O CÉU
E SE EU ME ESPELHAR EM FATOS PASSADOS
RECOLOCAR OS ANÉIS MESMO SABENDO QUE NÃO SOMOS FIÉIS
A CRIAÇÃO DO MUNDO AS DÁDIVAS DA NATUREZA
AS DIVINDADES CELESTIAIS AOS ESPECTROS CROMÁTICOS
COMO SÃO CRUÉIS OS ARRANHA-CÉUS
VISTOS DAQUI DEBAIXO NESTAS HORAS DE CORRERIA
OS CAMINHOS DAQUELES QUE NÃO VESTEM AS REGRAS DITADAS
MÃOS ATADAS CHEIAS DE ATADURAS
NÃO HÁ PROTEÇÃO NEM MESMO ARMADURAS
COMO SÃO ÁRDUOS OS ENCONTROS
DAQUELES QUE LIBERTAM AS ASAS DO SER
NA ILUSÃO DOS PRÓPRIOS PASSOS PODER VIVER
E OS POBRES MARIONETES ALINHADOS A ROTINA
CEGARAM SUAS MENTES ADORMECERAM SEUS SENTIDOS
E SE EU PUDER MUDAR AS PEÇAS
INVERTER OS VALORES
GRITAR VERDADES ADORMECIDAS
FAZER VALER A LEI DA CAUSA E EFEITO
VALORIZAR OS RESGATES
SUPLICAR POR AMPARADORES
DESPERTAR CONSCIÊNCIAS?
E SE VOCÊ VIESSE ALGO MUDARIA PELO MENOS PARA MIM
O MEU CORAÇÃO ACELERARIA RETIRARIA AS CELAS MORDAÇAS
OS ECOS DOS NÃOS STOPS NO
ACRESCENTARIA UM POUCO DE SIM
OH MEU DEUS!!! LEMBRA? OS DIAS ECOAVAM SEM LIMITES
FORAM AS ESCOLHAS QUE HÁ MUITOS EU FIZ TODOS NÓS FIZEMOS
NÃO TENHA PENA PARECE QUE NÃO TEM FIM
NÂOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
SOA BEM FINO COMO UM VIOLINO LACRIMEJANDO AO LONGE
RASO SEGREDO DÁ UM FRIO NA BARRIGA UM ARREPIO UM MEDO
VONTADE DE SAIR CORRENDO ATIRAR-ME NUM ABISMO
E VESTIR-ME DE NOITE
SONS DA ALMA CHAMAM OS MEUS PASSOS LENTOS
DESPRENDO-ME DAS ASAS
DESPEÇO-ME DAS MÁSCARAS
AS JANELAS ABERTAS FRAGMENTOS LUZ PENETRA
OS MEUS OLHOS AZUL SEM LIMITES NA TERRA NO CÉU EM MIM
UM ENCONTRO NADA CARNAL
NÃO SERIA EU SER HUMANO NORMAL
POR CRIAR PERSONAGENS NO MEU VIVER?
VESTI A FANTASIA PARA PODER ESQUECER AS DURAS PEDRAS
NÃO SÃO MULETAS NEM DESCULPAS
SÓ A MINHA PRÓPRIA SOMBRA A REVELAR-SE NA LUZ
VOU DIZER-TE SINCERAMENTE ACREDITE
NADA FOI POR MAL NADA FOI PRA MACHUCAR
NÃO QUERO SER AQUELE QUE APAGOU AS ESTRELAS
PISOTEOU OS SONHOS
PIXOU DE CARMIM OS PÉS
SILENCIOU OS VENTOS
E CALOU SE QUER A POESIA
RETIRO-ME MUDAREI O CAMINHO
NÃO SOU FLOR SEM ESPINHO SOU SOZINHO EM MUITOS SONHANDO
UM POUCO ALÉM DO POSSÍVEL ALÉM DA CAPACIDADE DO PERMITIDO
SOU SÓ ALGUÉM QUE AMOU E ESQUECEU-SE DE FECHAR A PORTA.

INCANDESCENTE

_CAMINHA HOMEM NA TERRA, RICO DE ATRIBUTOS ESTELARES.
VOE ANJO NA CONSTELAÇÃO DE SEU PRÓPRIO CORAÇÃO. SOMOS LUZ DE UMA SÓ SEMENTE, PARTES INTEGRANTES DE UMA SÓ MENTE. NA ILUSÃO VENTO ARRASTOU COMO UM IMENSO GIRASSOL SOLTANDO NÚMERO INCONTÁVEL DE GRÃOS NO JARDIM DO CRIADOR. GERMINADOS LUZ NASCEMOS PARA BRILHAR NUMA CIRANDA DE EUS ESPALHADOS, UM A OUTRO PROCURANDO, TENTANDO SEU PAR ENCONTRAR.










A FORÇA IMAGÉTICA DA POESIA DE REFLEXÃO 
Prefácio de Jorge Ventura* (ator e poeta)

“Costumo dizer que o artista vê o mundo com um olhar diferente. Porém, independentemente da sua percepção apurada, aliás, um privilégio de que goza toda pessoa sensível, inclino especialmente minha opinião para o talento do fotógrafo ao lidar com imagens, sejam elas reais ou criadas.
E o que dizer então quando tenho em mãos escritos de grande força imagética, elaborados por uma fotógrafa poeta, também atriz, jornalista e produtora cultural das mais atuantes do cenário niteroiense? Refiro-me a Lucília Dowslley, que empresta o seu olhar artístico para a poesia de reflexão, aquela que nos desnuda diante dos espelhos e nos leva às profundas do autoconhecimento.
Desde 2004, ano de publicação do seu primeiro livro “Um Brinde à Poesia” – título homônimo do evento literário, inspirado em sonho e iniciado em 1999, como realização pessoal – Lucília vem nos brindando com experiências poéticas que possibilitam fazer do pensamento a nossa chave de transformação, de modo pungente embora libertador. E ela, fotógrafa e poeta ou poeta e fotógrafa, uma só, insiste em não perder o foco.
No auge da maturidade, a autora apresenta desta vez a nós, leitores, “Carmim”, uma obra tingida essencialmente pelo rubor de fortes sentimentos e emoções, aqui evidenciados em labaredas, sangue e vinho, como a cor rubra que vibra, atiça e excita o mais intenso amor. “Porque só o amor transforma, transmuta, transcende” (Transmutação). “Existir em todas as cores/ que o prazer/ que o querer/que a alma/ que o ser/ que o amor prometer” (Atelier das Emoções).
Como que a observar a palavra “Carmim” na maioria dos poemas, é notória a maestria de Lucília no tratamento das relações afetivas e da consciência coletiva. Resgata, em alguns momentos, o aforismo e o tom discursivo do seu livro anterior como uma espécie de denúncia e crítica à injustiça social. No entanto, ressalta, em verso ou prosa, a esperança de vida pela fé e a certeza da graça divina. “Há um silêncio que me cala e provoca vozes dentro de mim.” (Êxtase)/“Sei que Deus existe e nunca estamos sós.” (Sopro da Vida). 
(...)
(continua)






Orelha do Livro Carmim escrito
por Mônica Montone

Carrossel. Carretel. Entrega. Asas. Luz. Carmim.

Artistas colecionam palavras como crianças colecionam conchas: pela beleza e sensação de maresia que inspiram. Lucília Dowslley além das palavras coleciona imagens. Faz ciranda com os anjos quando fotografa ou quando coloca suas impressões em verso e prosa no papel.

(...) continua





A modelo da capa do meu livro Carmim é a minha amiga
 Luana Moane. Cantora, 
atriz e compositora.






quinta-feira, 18 de abril de 2013

Um Brinde à Poesia Rio 09, na SEERJ

Um Brinde à Poesia Movimento pela paz e liberdade de ser
De quinze em quinze dia admiradores e artistas se reúnem, 

compartilham sentimentos, afeto e arte, 
além de fazerem um brinde na prática.
São fortes emoções!

“Um instante para a alma se abrir nos dias de hoje e celebrar a paz”.
E tudo começou com um sonho que tive, no dia 10 de maio,
dois dias antes do meu aniversário. Fui em busca da realização e no dia
11 de junho de 1999, lancei, ao lado da atriz Carla Soares Faria, a primeira
edição e não parei mais. Em junho completará 14 anos.

O objetivo deste Movimento é divulgar a obra de artistas consagrados na
literatura e na música - letrista, proporcionar espaço para novos autores
e compositores, estimular e encorajar aqueles que nunca se apresentaram
num sarau ou mesmo falaram num microfone em público e promover lançamento
de livros ou cds, sem custo algum para o artista.

São duas edições mensais. Em Niterói, toda segunda quarta-feira do mês,
das 18:30 às 22:00 horas, no MAC Niterói e no Rio, depois de oito edições na saudosa Livraria do Café, teremos novo endereço, data e horário. Aguardem informações.


Recebi o convite para fazer a edição do Um Brinde à Poesia, no Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, neste mês. É claro que aceitei. Foi uma grande honra receber este convite do querido amigo poeta Tanussi Cardoso. Gratidão!


Coordenação e apresentação: Lucília Dowslley

Música: Fábio Pereira

Celebrando Centenário: Vinícius de Moraes

Lançamento do Livro "Espasmos e Espumas" de Aluízio Rezende

Poesia: Dalberto Gomes

Momento Diversos: Participe com um poema 


(inscreva-se nesta página https://www.facebook.com/events/473369989403267/ )


Produção Geral: Lucília Dowslley


SEERJ (
Tanussi Cardoso, Presidente)Dia 25 de Abril de 2013
Hora: 18:30 Às 20:30
AV. Teixeira de Freitas, 5 - terceiro andar














Aluizio Rezende nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou Letras e depois Engenharia Civil. Livros publicados: Esperar Ainda Uma Vez (2005), Desejos Descalços (2006), Descaminhos (2007),Fui no Tororó... Beber Água, o Sonho Achei (2008), EntreCantos (2009), 14 Versos (2010) e Espasmos e Espumas (2012). Premiado em concursos literários, como o 1º Lugar no XI Conc. Nac. de Poesia Francisco Igreja (APPERJ), Prêmios FEUC e UFF de literatura e poesia e outros. Publicado em várias antologias de prosa e poesia. É fundador do Movimento Cultural Poveb (Poesia, Você Está na Barra), funcionando na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, desde 2006. 

bolero de Ravel
o alpendre é onde te espero
mas é na varanda o encontro
em qualquer lugar eu te quero
em qualquer dos dois estou pronto

mas quando é no quarto, venero
pois lá acontece o confronto
o amor se supera ao bolero
Ravel não deixou tudo pronto

depois é voltar da cozinha
no copo um quarto de vinho
na sala te amar no sofá

a chuva fingiu que não vinha
mas logo chegou de mansinho
ficou até o galo cantar


3x não
- pô, és (m)ia?
- não, sô poema
- pra Ema!
- não, por tu
- gal?
- não, Espanha


love me tender
love me tender
tomando chá tender leaf
e vamos rolar macio
como gotas de chuva nas folhas
como garrafas fugindo de saca-rolhas
como girafas beijando a boca do céu
nada a ver com algum comercial
de alguma multinacional
ou com a canção do cantor imortal
só a ver com você
e o que irá me dizer
durante o amor terno e macio
aquele que causa arrepio
quando penetro em você

todas as auroras

Aurora, Aurélia,
Ismália, Amélia,
Ofélia, Orsina
são todas meninas

Gertrudes, Gioconda,
Gildésia, Germana,
Joelzira, Jorgina
são todas meninas

com cheiro de doce,
sabor de perfume
em que me abandono
e esqueço o queixume

dão beijos macios
iguais a aipim
na boca guardados
às vezes pra mim

queria que elas
não fossem tão belas,
mas só que tivessem
a cor de canela

e eu não lhes daria
meu muito obrigado,
mas prometeria
ser mais abusado


volume
o cubo coube em Cuba
e quem cubou o caminhão?
elucubração
elo-cu-bração!