Um Brinde à Poesia

Um Brinde à Poesia

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Um Brinde à Poesia Rio 03 - 24 de Outubro



     
Um Brinde à Poesia completou 13 anos, no dia 11 de junho deste ano. Acontece em duas edições mensais fixas. Faz parte da programação fixa do MAC Niterói, acontecendo todo segundo sábado, no auditório do Museu. Em agosto fez sua estreia no Rio, com programação fixa, toda quarta quarta-feira, na Livraria do Café, no Shopping da Gávea.

UM BRINDE À POESIA RIO 03

Coordenação e apresentação: Lucília Dowslley


Músicos: Fábio Pereira e Alexandre Pontes


Poetas Convidados: Kyvia Rodrigues, Marcela Giannini, Cairo Trindade e Manoel Herculano


Participação Especial: Igor Cotrim e Pedro Poeta - beep-polares pocket


Convidado Musical: Cayê Milfont, Robson K. e Jayme Botelho


Um Brinde à Poesia Musical: Clube da Esquina


Canja Diversos - participação com um poema (nome na lista para poder participar: umbrindeapoesia2012@gmail.com ou na hora.


Entrada Franca

















Kyvia Rodrigues é poeta, atriz, produtora e dá oficinas de interpretação teatral. estudou no colégio Militar e na UERJ, onde cursou Comunicação Social e começou a organizar eventos de poesia e música. Foi organizadora do Xalon, evento poético-musical que acontecia no Catete. Entrou para a Gang da poesia, em 1999, e desde então se apresenta com a trupe; Como atriz, participa de peças, curtas-metragens, videoclipes e performances, e como modelo, de capa de livros e discos. tem poemas publicados em algumas antologias.


Eu, Kyvia

Agora, estou nua
sob os olhos de desejo
e bocas entreabertas de espanto
Agora estou cria
de pranto e dor
sem temor da suposta vida
que me aguarda rangendo os dentes
Agora sou tua
poesia ardente
semente que me arranca a pele
e me derrama ao mundo
sem licença
Agora sou a crença
pós-masmorra
sou a porra fertilizada
por palavras insanas
e sou a ´própria insanidade
Agora sou a verdade
latente sempre velada
sou a bifurcação da estrada
cravada em seio erógeno
Agora sou o ódio que alimenta a cura
a tortura para a hipocrisia
Agora sou deus
e me chamo poesia












Manoel Herculano
Maranhanense - Poeta/Ator/Dramaturgo

Espetáculo solo: ESPELHO (UM AUTOR À PROCURA DE PERSONAGENS)


AMBIENTE-SE

Peço a palavra e um instante de atenção
Pois já não dá pra ser meio consciente
É importante assumir o compromisso
Desde o início do meio expediente
Reforçar nosso amor pela mãe terra
Antes do fim de todo meio ambiente

Porque no meio do meio ambiente
Ao meio dia quem é sábio observa
E sem meio termo a nossa conversa
Tem que ser sincera, sem reserva
Pois se ainda existe uma saída
Ela está nas mãos de quem preserva

Não dá pra ficar em cima do muro
Nem seguir caminhando no meio fio
Estamos à beira e no centro de tudo
Em nosso meio estamos por um fio
Do lado de cá, e de lá, e de dentro
Quando o tempo esquenta e faz frio

Todo mundo precisa compreender
Que já habita no terceiro milênio
E que do primeiro ao terceiro mundo
Necessita-se igualmente de oxigênio
Sem ar e sem árvore não sobrevive
Nem o bilionário nem o gênio

Seja feliz igual pinto na lixeira
Lixo orgânico, lixo reciclável
Papel, metal, vidro e plástico
Coleta seletiva, ação responsável
Lucidez e atitudes que garantem
Para todos um futuro confortável

Mas pra falar de esperança no futuro
Só com educação à nossa altura
Produzir o pão nosso de cada dia
Vestindo a camisa da agricultura
Sem destruir a prole nem o pólen
Nossa morada e o culto à cultura

E o rei do baião, um ser lá do sertão
Por ser tão consciente fez um xote
Sobre a dor das florestas, das matas
De quem mata, e é morto, e é morte
A terra que arde nas mãos do covarde
E nos deixa sem rumo, sem norte

O sustento da sustentabilidade
Não permite consumo sem limite
Nem a falta de zelo e o degelo
Clamor que a geleira transmite
E outros gritos, tantos lamentos
Fatos que o bom senso não admite

Pois então se ligue nesta missão
O meio ambiente é biológico
E a lição é: ambiente-se, oriente-se
Já que o sistema nem sempre é lógico
Mas a possibilidade real existe
Porque o eco da natureza é ecológico

COM A PALAVRA

"E as últimas palavras desse nosso amor, você vai ter que ouvir..."
Dá licença, eu estou com a palavra
E se estou com a palavra, automaticamente minha língua destrava
Porque, sem palavreado, a palavra é minha única arma
Com ela eu faço canções, orações, desfaço karma
Descrevo um tema e escrevo um poema que te desarma
Como é bom saber usar as palavras, beber sábias palavras
E, curiosamente, eu gosto até de meias palavras
Não de meia verdade, acho triste não ter palavra
Aprendi com meu avô, analfabeto, filho de índio e escrava
Um doutor ensinando ao neto, o valor da fala que ele mal soletrava
Detesto medir as palavras, engolir palavras
Principalmente aquelas de cores fortes, sonoridades bravas
Palavra que dá gosto ouvir, falar, sentir, cantar
Palavra que invade nosso pensamento, causa aflições, tece sua teia
Que lavra nossa mente e milhões de ideias semeia
Palavra que provoca segundas intenções, o poder da astúcia
E desemboca nas inspirações, sensações de prazer e angústia
Palavra novinha em folha, bonita, cheia de razão, que a gente grava                                                             Palavrinha tola, esquisita, palavrão com que se agrada, agride, agrava
Ou simplesmente:
"Outras palavras, outras palavras..."
"Por favor entenda, que palavra por palavra eis aqui uma pessoa..."
"Palavras são palavras, e a gente nem percebe o que disse sem querer..."
"Pena que pena que coisa bonita, diga qual a palavra que nunca foi dita, diga..."
"Minha palavra cantada pode espantar, e aos seus ouvidos parecer exótica..."
"Só uma palavra me devora, aquela que meu coração não diz..."
"Palavra não foi feita para dividir ninguém/ Palavra é a ponte onde o amor vai e vem/ Onde o amor vai e vem".


















Cairo de Assis Trindade - Escritor, estudou Direito e Comunicação. Tem quatro livros de poesia publicados, participa de várias antologias; teve duas peças de teatro encenadas e atualmente prepara o próximo livro. Trabalhou como ator nas peças D.Quixote, Hair, Hoje é Dia de Rock, O Arquiteto e o Imperador da Assíria. Dirigiu três peças de teatro. Criou a Gang, faz recitais e performances poéticas pelo Brasil, com A Dupla do Prazer. Dirige a Gang Edições e aEditora Contemporânea. Ministrou também Oficinas de Criação Literária no Sindicato dos Professores SINPRO-Rio. É copydesk e colaborador da Agenda da Tribo (São Paulo). www.livrodatribo.com.br



Enigma

sou este ponto de espanto
no entra-e-sai – no vai-e-vem
metade de mim é quando
a outra metade é quem

parte em mim é desespero
outra parte desencanto
só sei ser múltiplo inteiro
quando eu amo – quando eu canto

tento juntar os pedaços
passos, pessoas, passado
não sei onde estão meus rastros
meu retrato mais exato

entre estes cacos e restos
nem perfil nem biografia
se me perdi nos meus versos
um dia viro poesia


Labirinto
preso a meu corpo preso a meu peso
preso a meu porto - meu endereço

preso a meu nome preso ao presente
a meu telefone - meu desespero

preso a meu ego preso a meu preço
ao que carrego e ao que careço

preso aos pesares preso aos prazeres
preso ao prosaico a pressões preconceitos

preso a prazos horários agenda
conta bancária - quanta corrente

preso a números e documentos
preso ao desprezo que sinto por eles

detento de tantos, exilado em mim mesmo
sou refém e carcereiro

tenho as chaves e as algemas
e entre grades que eu invento

me liberto
no poema







Igor Cotrim é um artista de diferentes expressões que se completam: cinema, teatro, poesia, música, literatura, apresentação e improviso. Formado pela Escola de Arte Dramática da USP, trabalhou na Rede Globo no programa "Sandy e Junior" e na novela "Mulheres Apaixonadas". Na Record, participou da novela "Chamas da Vida" e já apresentou programas culturais para o Discovery Chanel e MULTISHOW. No cinema, atuou ao lado da atriz Simone Spoladore no filme "Elvis e Madonna", de Marcelo Lafitte. No teatro destacam-se os espetáculos "O casamento", de Nelson Rodrigues, "O evangelho segundo Jesus Cristo", de José Saramago e "Cozinha", de Arnold Wesker. Contabiliza os prêmios de melhor ator no Festival Internacional de Manaus e no Festival de Natal. Ganhou o prêmio especial do júri de melhor ator no Festival de Fortaleza - IV for Rainbow, e recentemente levou para casa os prêmios de melhor ator da ACIE e ator revelação do prêmio Guarani
















Tenho uma poesia cravada na "parede da memória"...

Uma lembrança simplória do amanhã fantasiado de agora...

O Deus que tudo implora... Chamava-se Ego... Em meio a história...



Nos perdoaram a beleza da mais pura trajetória... Amor não bate a porta... Permeia a vida ao longo da flora... 

Quem me dera a criança fosse a chave do pensamento... Se pensamento fosse... alguma chave criança a dentro...

Sentimento se atualiza varrendo o que desequilibra...

Nasci no circo... Fui ator... Subi no palco... Cai na pista...

Ainda espero a sinceridade no olhar... e sinceramente não entendo sinceridade que não seja amar... Piegas é querer determinar... E o que eu tento esboçar é o sentir... O sorrir... Se libertar...



Tenho uma poesia cravada na parede das suas lembranças...

Esperança fosse... A dança... 



...........................................



Que seja a vida, inevitavelmente, a soma das nossas melhores forças... 

A multiplicação das nossas melhores lembranças...

E a unidade dos nossos melhores sentimentos...

O resto... sem amor... é perda de tempo...

Que esteja a vida muito além dos nossos humanos pensamentos...

Me permito, quando posso, o sabor de ser pequeno...











UM MÚSICO BRASILEIRO

Compositor, cantor, instrumentista, Cayê Milfont, é cearense de nascimento
radicado em Brasília e no Rio de Janeiro, e traz a marca da paixão em tudo que faz.
Vem de uma família de músicos.
Neste ano de 2012, ele participou da temporada Brasil, Sertão e Mar, no
Auditorium Mainson du Patrimoine, na cidade de Troyer - França e tem a música
de sua autoria - Pedaço de Ti - sendo interpretada pela artista portuguesa, atriz e
cantora, Simone de Oliveira, em Portugal.

E dá continuidade às apresentações de seu mais recente formato de show – Cayê Milfont – cantos de TAIGUARA – uma homenagem a um dos ícones da MPB e da resistência à ditadura militar instalada no País nos anos 60, 70 e 80, ao lado de quem participou do Show pela Paz Mundial.

Em 2010, com mais de 30 anos de carreira profissional, lançou seu mais novo CD –TERRA DO SOL - que reúne composições e arranjos de sua autoria, num
repertório que leva o ouvinte a uma viagem através de ritmos: Bossa Nova, a
clássica romântica MPB, Samba-canção e Samba.
Como compositor e intérprete, em 2008 Cayê Milfont foi um dos 11 finalistas da
Final de Gala do Gibraltar Song Festival, na Europa, com uma de suas composições – AGASALHO – tendo sido escolhida dentre 200 de todo o mundo e única representante de língua portuguesa na história do Festival europeu. Em 2010, novamente com a canção ANTES - de sua autoria – ele esteve no GSF, representando o Brasil, dentre participantes do Reino Unido, Austrália, Argentina, Venezuela, Espanha e Malta.
Cayê Milfont foi vencedor, como melhor arranjador e intérprete, da Feira
Pixinguinha em Brasília (DF, Brasil), em 1979, que lhe rendeu o convite para
participação no show Dolores Vinte Anos Depois, com Marisa Gata Mansa. E
também escreveu e musicou diversas peças teatrais, que permaneceram em
cartaz no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília por vários anos como O Inspetor
Geral, A Casa de Chocolate, As Aventuras de Galápagos, O Outro Lado do Lado e A Fada. Até 2010 ainda estava em cartaz, no Rio de Janeiro, a montagem musical «O Semeador de Estrelas».






Robson Cândido de Carvalho, conhecido na música como Robson K, nasceu na cidade de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no dia 1 de novembro de 1980. Filho de um Policial Militar e de uma cozinheira, Robson aos cinco anos já mostrava sua veia artística nas serestas que seu pai fazia aos domingos em sua casa, e cantava junto com os adultos músicas de Agnaldo Rayol, Altemar Dutra, Nelson Gonçalves e outros cantores daquela época.Aos 17, já era cantor, compositor, arranjador, instrumentista, com várias inluencias da MPB, Reggae, Rock e Samba, participou de alguns festivais mas nunca tinha gravado. Aos 21, ele deixou a música para trabalhar num estúdio de gravação e se formar Técnico em Gravação e Produção Fonográfica, mas não trabalhou por muito tempo. Em 2007 Robson volta a tocar, formou al banda Renomados, que durou até 2008 e no mesmo Ano passou a gravar parcerias, a maioria com Jayme Botelho e em 2011 gravou sua primeira demo solo "Robson K Acústico". Demo essa que Robson luta para virar seu primeiro álbum produzido profissionalmente.



Contato para show

contato.robsonk@hotmail.com


RIO DE JANEIRO - RJ - Brasil
75691301


Agradecida a todos que estiveram presentes na inebriante noite do Um Brinde à Poesia Rio 03, ontem na Livraria do Café Gávea! A Satisfação e a felicidade na alma, deixam o desgaste físico e a dor no chinelo. 13 anos produzindo e apresentando brilhantes poetas e músicos, revelando talentos no meio do público e conquistando admiradores apaixonados pela arte da palavra falada ou cantada "não tem preço" mesmo. Vale o compartilhar amigos! Obrigada em especial aos artistas da programação desta edição: Cayê Milfont,Igor CotrimPedro Poeta, Kyvia Rodrigues Guarani-KaiowáManoel HerculanoCairo TrindadeRobson K CompositorJayme Botelho, Marcela Giannini, Alexandre Pontes e Fabio Pereira! Ao querido fotógrafo Julio Pereira pelas lindas imagens eternizadas! Foi lindo! Obrigado aos parceiros Cais de Icarai - Luiz Barros e a Porção Mágica! Obrigada a Claudia da aconchegante Livraria do Café! Foi tudo lindo! Valeu! ♥ 




UM POUCO DO QUE ACONTECEU. ASSISTA: 









































  

                                                     














sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Um Brinde à Poesia = Edição Outubro 2012



Um Brinde à Poesia completou 13 anos, no dia 11 de junho deste ano. Passou por muitos lugares aqui em Niterói e a pouco mais de um ano entrou para programação fixa do MAC Niterói(http://www.macniteroi.com.br/?page_id=33). O evento acontece todo segundo sábado, no auditório do Museu e a entrada é franca. Em agosto fez sua estreia no Rio, com programação fixa, toda quarta quarta-feira, na Livraria do Café.


PROGRAMAÇÃO SUPER ESPECIAL!




UM BRINDE AO SER CRIANÇA




Coordenação e apresentação: Lucília Dowslley


Homenagem: Vinícius de Moraes


Músicos: Fábio Pereira e Alexandre Pontes


Poetas Convidados: Dandy Poeta, Sol Figueiredo, AfranioAfra e José Henrique Calazans, divulgando o livro de poemas "Quem vai ler esta merda?"


Convidada Especial: Luana Moana (cantora)


Poesia Infantil: Alunos da Oficina de Teatro do J. E. Sementinha Iluminada


Canja Diversos - participação com uma música ou um poema

(é só colocar o nome na lista para poder participar)



Entrada: um livro infantil para doação


Foto do cartaz de Lucília Dowslley - Crianças: Miguel e Cauê Soares Rosa




HOMENAGEM VINÍCIUS DE MORAES


1913

Nasce, em meio a forte temporal, na madrugada de 19 de outubro , no antigo nº 114 (casa já demolida) da rua Lopes Quintas, no Jardim Botânico, ao lado da chácara de seu avô materno, Antônio Burlamaqui dos Santos Cruz. São seus pais d. Lydia Cruz de Moraes e Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, este, sobrinho do poeta, cronista e folclorista Mello Moraes Filho e neto do historiador Alexandre José de Mello Moraes.
Poeta essencialmente lírico, também conhecido como "poetinha", apelido que lhe teria atribuído por Tom Jobim, notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. O poetinha casou-se por nove vezes ao longo de sua vida e suas esposas foram, respectivamente: Beatriz Azevedo de Melo(mais conhecida como Tati de Moraes), Regina Pederneiras, Lila Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nelita de Abreu, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Rodrigues Santamaria (a Martita) e Gilda de Queirós Mattoso.
Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.



"São demais os perigos desta vida
Pra quem tem paixão principalmente
Quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher..."









Um músico jovem, Alexandre Pontes, nascido em Vila Velha, ES,que tem consolidado seu trabalho 
na velha escola da música:A noite.Suas composições são carregadas de lirismo e suíngue. 
Compositor frenético, evolui a cada nova obra, banhando-se de influências não só musicais mas também literárias,trafegando por MPB, Bossa Nova, Jazz e Blues. Dono de uma voz que expressa, não só o amor, mas a vontade de tê-lo!!!


Ouça em:
www.oinovosom.com.br/alexandrepontes

Siga no Twitter:
@alexandreponts 

PARTICIPAÇÃO DO ALUNOS DO JESI

Lucília Dowslley dá aulas de Criação de Texto e Teatro, 
no J. E. Sementinha Iluminada, em Itaipu.
Alguns alunos irão participar lendo poemas de Vinícius de Moraes para crianças.







CONVIDADOS DA PROGRAMAÇÃO 







DANDY POETA

Nome adotado no curso da vida, de nascença como poeta cantador, Dandy. Paulista na certidão, hoje do mundo, um cara comum, cuja tia cantadora de ladainhas e o bisavô paterrno  dava aulas nos sertão da Bahia. Sem sequer ter cursado escola alguma, fibras fortes que alinharam seu prumo para os caminhos da poesia cantada, espalhando pelos saraus e palcos públicos da cidade há cinco anos. "Só sei escrever cantando, só sei ver o mundo através de poesias cantadas, só sei servir ao mundo que vejo reverenciando a arte de declamar canções. Acredito nesta arte. Vivo em nome dela. Espero que meu primeiro projeto, um CD de carne e sangue, possa comprovar minha crença."



SOL FIGUEIREDO

SOL Figueiredo, é professora, tutora, escritora e poetisa. Tecnóloga
em Informática pelo CEFET Campos. Estudou Letras - Português- Literatura e Pedagogia na UERJ. Especialista em Docência Superior pelo Exército Brasileiro. Especialista em Gestão Pública pela UFJF. Especialista em Educação Profissional -PROEJA - IFF. Pós-graduada em Mídias na Educação - UFRJ. Professora há mais de 18 anos da Rede Estadual do RJ. Professora de Informática na FAETEC e IFF
Centro. Tutora em EAD – IFF Centro. Carioca, residente há 18 anos em Campos (RJ). Escrevo poesias desde adolescência, nos últimos dois anos, dedicando aos sonetos, minha última paixão. Além de escrever em solo, escrevo em duetos com Marcos Loures, José Sepúlveda, Armindo Loureiro, Paulo César Coelho (PCoelho), Carlos Rimolo (Poeta Cigano), Ronaldo Rhusso, dentre outros. Membro da Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro - APPERJ, cadeira 472. Membro da Associação Internacional Poetas Del Mundo (http:// a-internacionalpoetasdelmundo.blogspot.com.br/2012/07/membro-solange- figueiredo-sol-figueiredo.html).

Blog: http://solfigueiredopoesias.blogspot.com.br/
E-mail : solfigueiredo@iff.edu.br


Ser poeta!

O que é ser um poeta afinal?
Eu não teria só única resposta...
Por uma busca de inspiração tal,
Aí, surge a poesia como proposta!


Umas são inspiradas pela dor,
no computador ou até no papel,
e outras por um tão lindo amor,
tal como um artista sem pincel!


Vai nesse cenário em torpor...

Alegre ou chorando, sim, do seu jeito...

Assim, poeta desafia a compor!



Até mesmo que só lhe reste a dor...

Que desafogando enfim seu peito...

Já nasce uma obra e seu autor!

Homenagem ao Dia Internacional do Poeta!



José Henrique Calazans nasceu em 1986, no Rio de Janeiro. É um dos autores do musical Ícaro, junto com Byafra e Fred Vasconcelos. Premiado em diversos concursos literários, em 2009 lançou Quem vai ler esta merda? seu primeiro livro de poemas. Publicou em várias revistas e coletâneas, incluindo a antologia luso-brasileira Um rio de contos. Integra o Livro da Tribo desde 2008. Foi um dos organizadores do sarau Poesia no Leme. Teve o poema Rastro de Sangue musicado por Jane Duboc. Fez cursos com Sérgio Sant’Anna e Cláudia Lage na Estação das Letras e foi aluno de Márcia Zanelatto na Oficina de Criação de Roteiro de Curta-metragem, na CAL. Atualmente, estuda na Oficina Literária Cairo Trindade e na OffCep, oficina coordenada por Chacal. É membro do grupo de poesia performática Farani 53 e colaborador do jornal Bafafá Online.

Plantação

a Pedro Tostes


O agricultor matou a fome com um naco de terra
e protegeu-se do frio com um cobertor de vermes.
Não tinha terra; agora, ele era a terra.
E, no buraco que a espingarda cavou em seu peito,
fincaram-se as raízes da miséria e do desespero.

Seu sangue, ainda quente, irrigou a lavoura
e fez brotar flores raquíticas
de frutos que não matam a fome.
Sua carne, mesmo que pouca, adubou as plantas
e deu-lhes a palidez mórbida
do triste fim de seu cultivo.

Novos agricultores vão chegando
para também fincar raízes naquele latifúndio.
Novos agricultores vão chegando
para saciar a mesma fome de terra.
Novos agricultores vão chegando;
são iguais na busca e também no destino
de cair sempre nas garras da mesma fera.

E, a cada novo estampido de tiro,
vê-se mais uma semente
na plantação de homens.


Caça-palavras


-Quintanares para Raphael Gonzalez -

Tem dias que é difícil ser poeta.
O verso é uma criança travessa
que às vezes se junta com os amigos versinhos
pra brincar de roda no pátio.
E, quando a gente tenta acabar com o recreio,
eles correm cada um pro seu lado,
rindo da nossa falta de jeito.
Se eles se aproximam,
é só pra correr ainda mais longe
e rir ainda mais alto.
E a gente acaba entrando nesse pique-pega,
porque, afinal, que escolha a gente tem?
Mas nós sentimos fome, dores, aflições,
e os versos são eternas crianças:
escapam de nossas mãos,
passam por debaixo das pernas,
pulam sobre nossas costas
como se brincassem de carniça.
Mas, feito qualquer criança,
uma hora, o verso enjoa das travessuras.
E, quando a gente consegue juntar todos eles
pra cantar a canção mais bonita...

é como se o mundo inteiro fizesse sentido.






AFRANIOAFRA

Afrânio é Jardinista, Paisagista e Jardineiro!
Mesmo não plantando o ano inteiro...
Nasceu em 28 de maio de 1960, no posto médico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro,
Seropédica – Itaguaí.

Escreveu seu primeiro livro em agosto de 2000:
“Amor de Jardineiro – O Jardim dos Sonhos”.

Começou a escrever poesias em 2004.

Em outubro de 2011 lançou o livro infantil
“o JEGUE e o JEGUTIBÁ”.

Em 2013 vai lançar seu primeiro livro de poesias:
“Amor, Poesias e seus Contos – Todo Amor Assusta”.

Morou em Itaguaí, Santo Antônio de Pádua,
Santa Maria Madalena e Niterói – RJ.
Caraíva, no sul da Bahia 
e
Armação dos Búzios – RJ.
Passou por Vevey – Suíça
de 26 de maio até 03 agosto 2012.
Atualmente mora em Niterói 
e São Pedro da Serra – RJ.

afranioafra@hotmail.com



ÁRVORE! MINHAS ÁRVORES. NOSSAS ÁRVORES. DONA ÁRVORE. BEIJO-TE! AMO-TE. NÃO SINTO CALOR NEM MEDO SOB TUA SOMBRA. ADORO BALANÇAR-ME NOS TEUS GALHOS . ALIMENTO-ME COM TEUS FRUTOS. SOFRO QUANDO MATAM VOCÊ. MINHA ALMA CHORA SEM OS PERFUMES DAS TUAS FLORES. PLANTO-TE! ACABANDO ASSIM, COM MINHAS DORES. MINHA AMIGA DONA ÁRVORE! QUAL O CÉU QUE VAIS MORAR? DEPOIS QUE EU MORRER, É LÁ QUE QUERO VIVER! 



CONVIDADA ESPECIAL








LUANA MOANA

Cantora, compositora e atriz, natural de Don Pedrito, pequena cidade do Sul. 
Chega da França, dois dias antes da edição do "Um Brinde" trazendo na bagagem 
a sensibilidade de quem vive a arte com entrega e amor. 
Tem uma voz marcante, incomparável e presença envolvente.  










Luana Moana pousou para esta foto que acabou virando 
a capa dp meu livro. Foi na Lagoa de Itaipu, em Niterói.